Essa é uma pergunta profunda e pessoal que cada um de nós deve explorar. Ao refletir sobre isso, percebe-se que existem momentos em que se sente completamente imerso em uma tarefa ou assunto, a ponto de perder a noção do tempo. Às vezes, parece que apenas cinco minutos se passaram, mas, na verdade, já se foram mais de uma hora. Nesses momentos, a sensação de estar dando o meu melhor é inegável, e uma onda de energia me envolve.
Quando se está envolvido em algo que realmente é apaixonante, o tempo se torna irrelevante. A dedicação à tarefa não é apenas uma obrigação; é uma fonte de prazer e satisfação, como se estivesse cumprindo uma missão significativa. Essa paixão transforma o trabalho em uma experiência gratificante.
Por outro lado, a realidade é bem diferente quando se depara com uma tarefa que não agrada. Nesses casos, o tempo parece se arrastar. Aqueles mesmos cinco minutos se transformam em uma eternidade, e a energia que antes fluía se esvai. A procrastinação se torna uma tentação constante, e a atividade se transforma em um verdadeiro martírio.
Mas por que essa percepção do tempo varia tanto? A resposta está na nossa conexão emocional com a atividade. Quando estamos engajados em algo que nos motiva, a percepção do tempo se altera, e a experiência se torna mais rica e significativa. Em contrapartida, tarefas que não nos interessam podem parecer intermináveis, drenando nossa energia e entusiasmo.
E o que isso tem a ver com Coaching?
O Coaching é uma ferramenta poderosa que nos ajuda a identificar e alcançar nossos objetivos pessoais e profissionais. Ao trabalhar em um projeto que nos apaixona, o Coaching pode nos guiar na descoberta das habilidades e recursos necessários para o sucesso. Por outro lado, quando nos deparamos com atividades que não nos motivam, o Coaching pode nos ajudar a identificar barreiras e desenvolver estratégias para superá-las.
Atingir o estado desejado é fundamental. Esse estado não apenas nos proporciona prazer, mas também nos impulsiona a sermos a melhor versão de nós mesmos. Quando estamos envolvidos em algo que realmente queremos, a energia flui, e a motivação se torna uma força propulsora.
Reflexão sobre nossos objetivos!
É essencial refletir sobre o que realmente desejamos alcançar na vida. Pergunte-se: o processo para atingir esses objetivos traz prazer? Quando estamos engajados em atividades que nos inspiram, o tempo voa, e a energia se renova. Em contrapartida, se estamos presos a obrigações que não nos satisfazem, a motivação se esvai.
Em suma, a busca pelo estado desejado é uma jornada que pode nos proporcionar alegria e realização. Quando nos dedicamos a atividades que amamos, a energia flui, e o tempo se torna um aliado. Por outro lado, tarefas que não nos interessam podem se transformar em um fardo. Portanto, é vital refletir sobre nossos objetivos e garantir que o caminho para alcançá-los seja gratificante.
Para encerrar, deixo uma reflexão inspiradora: “Existem dois dias maravilhosos na vida de cada um – o dia que nascemos e o dia que descobrimos o por quê.” — William Barclay.
Referências Bibliográficas:
- Csíkszentmihályi, M. (1990). Flow: The Psychology of Optimal Experience. Harper & Row.
- Nakamura, J., & Csíkszentmihályi, M. (2009). The concept of flow. In C. R. Snyder & S. J. Lopez (Eds.), Oxford handbook of positive psychology (2nd ed., pp. 89–105). Oxford University Press.